Informatização de hospitais integra serviços e agiliza atendimento à população

A instalação de sistemas informatizados nos hospitais públicos tem promovido a melhoria do atendimento à população e também da gerência de todos os processos internos de 13 hospitais do Pará. O processo de instalação de programas como o Tasy e o Salux, que iniciou em 2016 e segue até atingir toda a estrutura do Estado, integra todas as áreas dos hospitais, otimizando diversos processos e evitando desperdícios e o retrabalho, o que contribui para maior produtividade de médicos, gerentes e servidores das diversas áreas.

No Hospital Regional Público do Leste do Pará, localizado em Paragominas, o sistema já funciona quase em totalidade. “Esse sistema eletrônico tem nos auxiliado muito, atendendo todos os serviços do hospital, seja na logística, na farmácia, serviços de nutrição, treinamento e atendimento ao paciente. Podemos incluir no sistema, por exemplo, todas as prescrições médicas feitas a um paciente, os exames que ele realizou, seus resultados, medicações que tomou, tempo de internação, doenças que possui, ou seja, é uma fonte de registro de todo o plano terapêutico utilizado, assim como traz tudo que ele possui; patologia, idade, sexo, doenças e infecções. Tudo que antes era feito no papel, hoje está informatizado e com acesso simples e facilitado”, explicou Clóvis Guse, diretor de Enfermagem do hospital de Paragominas.

Hoje os processos de logística, farmácia, compras, prescrição médica, internação, aplicação de protocolos clínicos, classificação de risco do paciente, tudo é realizado por meio do sistema. “O ganho que temos com essa tecnologia é a padronização das informações e do processo de trabalho de todos os profissionais, que se torna mais ágil, em todos os sentidos, inclusive na produção mais rápida de relatórios que nos auxiliam a gerir da melhor maneira os hospitais".

"Hoje, semanalmente as coordenações se reúnem e fazem análises de custos, discutem de que forma os recursos podem ser mais bem utilizados e distribuídos, a quantidade de procedimentos realizados e tudo que pode ser feito para melhorar”, complementou o diretor.

Medida foi antecipada no Pará

De acordo com o secretário de Saúde do Estado, Vitor Mateus, os procedimentos adotados em Paragominas são semelhantes aos de outros 12 hospitais públicos. Antes mesmo de uma portaria do Ministério da Saúde, datada de 16/08 passado, obrigar todos os hospitais a implantar esse sistema, o Governo do Pará já vem trabalhando com isso, para trazer melhoria nos atendimentos, melhor gerir os recursos e organizar os serviços dos hospitais.

Com os sistemas informatizados, o Estado passa a ter melhor controle de cirurgias, medicamentos, técnicas de enfermagem, inclusive reunindo em um único documento, que permanece disponível por 20 anos, todas as informações de um paciente, que podem ser acessadas pelo médico dentro e fora dos hospitais.

No caso específico dos prontuários eletrônicos, por exemplo, o médico pode ver tudo, quantas vezes o paciente já foi internado, quais consultas fez, internações anteriores, exames, cirurgias, etc.

Essa facilidade vem sendo implementada aos poucos nos seguintes hospitais: Hospital Público Estadual Galileu, Centro Hospitalar Jean Bitar, Fundação Santa Casa de Misericórdia, Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo, em Belém; Hospital Regional Público do Marajó (Breves); Hospital Regional Público do Leste (Paragominas); Hospital Geral de Tailândia; Hospital Metropolitano, em Ananindeua e nos Regionais de Santarém, Marabá, Altamira, Redenção e Tucuruí.

No Hospital Jean Bitar, em Belém, estão inseridos no sistema todos os passos do prontuário do paciente, o que trouxe mais segurança. “Desde que o sistema foi implantado aqui melhorou a fluidez, a clareza da informação e a segurança de todos os processos terapêuticos a que são submetidos os pacientes. Hoje, por exemplo, não dependemos da leitura da grafia dos profissionais, o que antes era um problema. Agora como tudo é digitado, os erros diminuem, dando segurança em todas as fases do processo, desde a entrada do paciente até sua saída”, detalhou Solange Antonelli, coordenadora de enfermagem do Hospital.

Por Heloá Canali
Seplan

Fotos: Sidney Oliveira/Agência Pará
Data: 20/8/2017